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Sense8: uma celebração ao amor e empatia até o fim


Em 2015, a Netflix estreou uma série que, durante sua produção, pouco se falava. Sense8 só chegou a bombar após o lançamento e aos poucos formou uma legião de fãs apaixonados por todo mundo. Talvez porque a série não seja como qualquer outra, ela tem um toque especial. E isso é inegável. Quem assistiu sabe do que estou falando. Mas, infelizmente, isso não foi o suficiente pra manter a série, que acabou sendo cancelada. O último episódio, um especial de duas horas e meia, estreou esse mês.

A proposta de Sense8 foi contar a história de oito desconhecidos: Will Gorski, Riley Blue, Capheus "Van Damme" Onyongo, Sun Bak, Lito Rodriguez, Kala Dandekar, Wolfgang Bogdanow e Nomi Marks. Cada uma dessas pessoas são de culturas e vivências diferentes. Em certo momento, eles descobrem estar mentalmente e emocionalmente ligados um ao outro, sendo capazes de se comunicar, sentir e apoderar-se do conhecimento, linguagem e habilidades alheias. A partir daí, eles começam a se conhecer e entram em uma questão sobrevivência ao passo que começam a ser perseguidos. Os sensates, como são chamados, então se unem e se aprofundam em uns aos outros.

No meio de uma perseguição frenética para salvarem suas vidas nessa conspiração muito louca, incrivelmente, essa história acaba sendo um pano de fundo para um enredo cheio de autodescobrimento, desenvolvimento e crescimento de todos os personagens, até mesmo secundários. Sendo assim é possível dizer que a série consegue se firmar como algo importante, apesar de ter seus pontos baixos.


O que Sense8 tem de diferente é que ela prega muito amor e empatia. E continua assim até o último momento, trazendo reflexões e apontando problemas e angústias reais da sociedade. O que ajuda muito isso é a abordagem multicultural, que além de educar, nos faz conhecer um pouco de culturas diversas. Will e Nomi são de cantos diferentes dos EUA, Riley é islandesa, Capheus do Quênia, Sun é sul-coreana, Lito é do México, Kala é indiana e Wolfgang da Alemanha. 

Há um tratamento bem profundo a respeito de sexualidade e gênero. Lito é homossexual e Nomi é uma mulher trans, mas todos os personagens tem um toque bem fluído a respeito de suas sexualidades. Podemos observar isso nas cenas de sexo, onde acontece uma união de todo o grupo, como se fossem um só, ao mesmo tempo em que são indivíduos únicos. E também há outras questões como o casamento de Kala, já que na cultura indiana não há tanta liberdade quanto no ocidente.

Visto tudo isso, apesar de todas as diferenças, que são muitas, sendo que cada um dos personagens é de um canto diferente do mundo, com problemas diferentes, são justamente elas que os unem. Eles se complementam e se entendem. E isso é uma verdadeira aula de como deveria ser na realidade, não é mesmo? No meio de tanto preconceito por vários aspectos, precisamos de mais amor.

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