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A Freira: um bom filme exagerado que deveria ser menos


Após o sucesso da personagem que mais aterrorizou as pessoas em "Invocação do Mal 2", a Warner Bros. e a New Line Cinema não exitaram em anunciar o spin-off da Freira. Após apenas dois anos de espera, o filme chegou ao público essa semana e vêm recebendo críticas mistas.

Na Romênia de 1952, duas freiras são atacadas por uma presença em um monastério, considerado pela comunidade local como um lugar amaldiçoado, durante a procura do "artefato". A freira sobrevivente comete suicídio logo depois. A partir daí, o Vaticano manda o Padre Burke (Demián Bichir) para fazer a investigação junto da jovem noviça Irene (Taissa Farmiga). Os horrores do lugar e da força maligna que toma a forma da freira que conhecemos em "Invocação do Mal 2" então começam a pôr a vida de ambos em risco.

Após assistir posso afirmar que eu realmente gostei e foi um bom divertimento, afinal o filme não deixou de me fazer sentir um pouco de medo e ficar nervoso em determinados momentos. Mas é preciso apontar alguns pontos importantes e a primeira coisa é: está abaixo do que deveria ser. Como eu já disse, não é um filme ruim, mas colocando no mesmo universo de Invocação do Mal esperaria uma produção muito melhor.


Há muitas cenas exageradas que poderiam sem problema algum serem menos excessivas e mesmo assim manter o clima de horror e ameaça que o filme queria passar. Portanto, o filme deveria ter seguido outro ritmo, mas mantendo a credibilidade. Os jumpscares são meio just ok e segue muitos clichês em certos momentos, mas também podem pegá-lo de surpresa.

O enredo não deixa de ter origens interessantes, contudo a mitologia da figura da freira em si não foi tão explorada quanto deveria no meio de muita coisa deslocada. O humor vindo quase que exclusivamente do personagem Frenchie (Jonas Bloquet) é um exemplo. Não que não tenha sido realmente engraçado, mas um filme de terror como esse não precisa apelar pra isso.

Com um olhar mais crítico, é possível que você não curta o filme tanto assim, mas serve perfeitamente pra entreter, se é isso que você quer mais. Não é chato e muito menos monótono, Taissa Farmiga está ótima. E além disso, a conexão com o universo dos outros filmes é sutil, ao mesmo tempo que nem tanto. Não espere uma obra prima, porém uns calafrios... com certeza.

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